sexta-feira, 19 de junho de 2009

Vini e um texto amargo!

Se eu não soubesse tocar guitarra, hoje eu bem que poderia montar uma banda punk, tamanha a minha revolta com o mundo. Acordar cedo por si só já é suficiente para deixar um ser humano que não é dos mais esforçados, extremamente nervoso, mas contrariando o dito popular eu não fui ajudado por cedo madrugar. Então se preparem para um texto amargo!

Eu tenho um lado levemente sádico, que me faz sentir prazer sempre que presencio situações de sufoco num lugar confortável. E era exatamente o que eu estava fazendo, quando além da situação de sufoco, comecei a observar aquela sexagenária fofíssima, com cabelos bem grisalhos e cacheados, e umas bochechas rosadíssimas. Uma daquelas avozinhas que dão vontade de abraçar apertado (e só parar quando ela avisar que tem osteoporose). Eis que a imagem dela vai driblando o tumulto e estaciona bem em frente ao banco do vagão em que eu estava sentado. Foi quando me vi obrigado a ceder meu confortável lugar e me juntar ao tumulto.

Não vou ser hipócrita, tenho que admitir que sempre que faço uma boa ação, sou motivado por achar que o bem sempre retorna pra nós, e eu precisava com uma certa urgência que minha boa ação voltasse pra mim logo em seguida, mais exatamente na hora em que eu estava indo fazer uma prova de formação de preços. Não foi o que aconteceu, pois logo após me dar conta que eu não tinha matéria nem pra fazer uma colinha básica, eu também tinha esquecido a calculadora em casa - e infelizmente as pessoas não tem o hábito de sair por aí com duas calculadoras, pra poder emprestar uma (se bem que se existisse alguém assim, não sei se eu faria questão de socializar)

Mas eu ainda tinha uma esperança. Se a Bianca chegasse logo, ela sentava do meu lado e me passaria as contas já feitas. Vale explicar que nós sempre sentamos na frente nos dias de prova, porque os professores sempre focam a atenção nos alunos do fundo, e desconfiar quem alguém que senta na frente cola, é o mesmo que desconfiar que uma sexagenária amarga, daquelas que se você da qualquer festinha na sua casa já chamam a policia, investem num look que as deixam adoráveis, só para roubar lugares de jovens que estão desesperados com as provas que terão em seguida.

Mas como as coisas sempre podem piorar, o professor resolveu separar um dos grupinhos lá do fundão e colocou uma qualquer sentada no lugar que eu reservava para a Bianca - que chegou em seguida e foi obrigada a sentar longe de mim. Pensei então em apelar pra tática que sempre uso em casos como esse, como fingir um ataque epilético, mas eu estava de camiseta branca, e me debater no chão ia dar uma padronagem meio feia pra camiseta, então resolvi respirar fundo e me conformar com o zero já que eu estava sem ninguém por perto que tivesse um Q.I que me fizesse sentir minimamente confiante pra pedir resposta nem em uma prova da primeira série.

Quando tudo parecia perdido, a Bianca se levanta e vai entregar a prova, mas quando passou por mim deixou cair um papelzinho que continha as tão esperadas respostas da prova. E então eu fui feliz para sempre, ou melhor, até o dia seguinte, pois tive prova de Consultoria Organizacional, mas explicar essa já seria drama demais pra um texto só.

5 comentários:

pandacola disse...

o/

Evelin disse...

Pra vc ver como umas pessoas tem mais sorte q as outras..
eu sempre encotro velhinas do olho no meu lugar.. já respostas de prova nunca resolvem me dar o ar da graça ¬¬'

Byancco disse...

Salvem a Bianca...

Bem escrito *-*

Dearest disse...

oihihoihoihhoiih


A onda é bancar o distraido e deixar a cobiça rolar por lugar sentado!


Ah, tenho uma amiga assim...so que ela me da as resposta depois da prova!

pampampam disse...

Hehe, adorei! Lembrei de mim em provas de matemárica :)
Oi.
Vi seu blog numas comunidades que eu to, valeu a pena entrar aqui, adorei!